Creatina e metástase: existe relação?

 

Creatina e metástase: existe relação?

A creatina participa do sistema fosfocreatina–creatina, funcionando como um importante reservatório para regeneração rápida de ATP, especialmente em tecidos com alta demanda energética, como músculo e cérebro.



No câncer, o metabolismo energético das células tumorais pode sofrer alterações importantes. Alguns estudos experimentais investigam o papel do sistema creatina–fosfocreatina na proliferação, migração e invasão de células tumorais.

Entretanto, isso não significa que a suplementação de creatina cause metástase em pessoas. Evidências experimentais sobre o metabolismo da creatina em tumores não podem ser traduzidas diretamente para um efeito clínico da creatina suplementada.



Ao mesmo tempo, a creatina tem sido estudada em pacientes com câncer, principalmente pelo possível benefício sobre massa muscular, força e capacidade funcional, aspectos relevantes porque perda de massa muscular é frequente durante o tratamento oncológico.

Há uma relação biologicamente interessante entre o metabolismo da creatina e o metabolismo tumoral, mas não há base para afirmar que a creatina provoque ou aumente metástases em humanos. Em pacientes com câncer, o uso de creatina deve ser individualizado e discutido com a equipe de oncologia/nutrição, considerando o tipo de câncer, tratamento e função renal.

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